A PESSOA SURDA: DO DIAGNÓSTICO À PARTICIPAÇÃO SOCIAL

09-11-2011 22:16

A PESSOA SURDA: DO DIAGNÓSTICO À PARTICIPAÇÃO SOCIAL

 

        A deficiência auditiva traz muitas limitações para o desenvolvimento do indivíduo. Considerando que a audição é essencial para a aquisição da linguagem falada, sua deficiência influi no relacionamento da mãe com o filho e cria lacunas nos processos psicológicos de integração de experiências, afetando o equilíbrio e a capacidade normal de desenvolvimento da pessoa.

        Mesmo assim, ainda hoje, a sociedade conhece bem pouco os portadores de deficiência. Esse desconhecimento se reflete por exemplo na ausência de estatísticas brasileiras tanto a respeito de seu número real quanto das formas de assistência disponíveis, de sua integração social e de sua inclusão no mercado de trabalho. O retrato da ausência de informação se reflete na rara presença desse assunto em noticiários, e na pequena oferta de serviços adequados a portadores de deficiência – apesar de eles corresponderem a cerca de 10 por cento da população de países em desenvolvimento,

como o Brasil.

        No Brasil existem muitas leis voltadas para os portadores de deficiência, indicando a necessidade de diferenciação em relação aos demais cidadãos. No entanto, mesmo após decretadas, as leis são implantadas de modo lento e parcial, sendo ignoradas pela maior parte da população. Os portadores de deficiência precisam sempre recorrer à legislação para reivindicar seus direitos de cidadão.

 

Como detectar a perda auditiva em uma criança?

 

        Sempre é mais fácil descobrir a perda severa ou profunda do que a leve ou moderada. De qualquer forma, é importante que os familiares e o pediatra sejam observadores e atentos, para detectar eventuais sinais de perturbação, desde as primeiras semanas após o nascimento.

        Se o bebê for exageradamente quieto, não virar a cabeça procurando a origem de algum barulho forte, como um trovão, por exemplo – ou continuar o choro, mesmo que a mãe tente acalmá-lo apenas com a voz, talvez seja o caso de se preocupar. A mãe precisa comentar isso com o pediatra, para que ele avalie a

necessidade de encaminhamento a um especialista.

        Quando a perda auditiva é detectada precocemente, o profissional se preocupa inicialmente em fornecer informações aos pais, para que eles saibam o que fazer e, principalmente, possam acolher esse filho e aprender a lidar com a situação inesperada.– como um trovão, por exemplo – ou continuar o choro, mesmo que a mãe tente acalmá-lo apenas com a voz, talvez seja o caso de se preocupar. A mãe precisa comentar isso com o pediatra, para que ele avalie a necessidade de encaminhamento a um especialista.

        Quando a perda auditiva é detectada precocemente, o profissional se preocupa inicialmente em fornecer informações aos pais, para que eles saibam o que fazer e, principalmente, possam acolher esse filho e aprender a lidar com a situação inesperada.

        Idealmente, a surdez deve ser diagnosticada o mais cedo possível, mas não é o que acontece na maior parte das vezes.             Com freqüência a criança fica sem atendimento até o momento de ir para a escola. Quanto mais tempo se passa, maiores são as dificuldades de desenvolvimento – tanto no campo da linguagem quanto nos níveis social, psíquico e cognitivo.

        Quando há problemas, o diagnóstico precoce permite que a família seja orientada desde o primeiro momento, recebendo informações de profissionais (médico, psicólogo, fonoaudiólogo) e tendo apoio para cuidar do desenvolvimento da criança.

        Depois de o médico diagnosticar uma perda auditiva, e identificar o grau dessa perda, ele precisa encaminhar a criança para um tratamento fonoaudiológico integrado, a ser feito pelo fonoaudiólogo, com a equipe que for considerada necessária.                    Dependendo do caso, o profissional competente indicará o uso de um aparelho auditivo.

Fonte: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA