Cegos e surdos, alunos do IBC e Ines vão poder estudar também no Pedro II - G1.com

05-11-2011 23:27

Ministério da Educação media uma parceria entre os três institutos.
Intenção é ampliar a oferta a alunos com deficiência visual e auditiva.

Do G1, em São Paulo*

Colégio Pedro II poderá receber alunos do IBC e
Ines (Foto: TV Globo/Reprodução)

 

    Os alunos que estudam no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e no Instituto Benjamin Constant (IBC), instituições especializadas na educação de crianças e adolescentes com deficiência visual e auditiva, vão poder fazer uma segunda matrícula no Colégio Pedro II, no Rio. O ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu que não vai fechar os institutos e que será estabelecida é uma parceria para que os alunos das duas unidades, localizadas no Rio de Janeiro, possam também frequentar a rede regular de ensino.

    No início no mês passado, a diretora de Políticas de Educação Especial, Martinha Clarete, sugeriu que os alunos do ensino básico do Ines e do IBC fossem transferidos para as redes estadual e municipal em 2012, seguindo a política de inclusão. O MEC negou o fechamento dos institutos federais e anuncia, agora, a parceria com o Colégio Pedro II.

    Haddad reuniu-se nesta terça-feira (5) com a direção dos três centros educativos. Será firmada uma parceria de cooperação entre o Ines, IBC e o Pedro II para ampliar a oferta para os alunos com deficiência visual e auditiva. O Colégio Pedro II tem cerca de 13 mil alunos, o IBC, 300, e o Ines, 480.

    “O que está em discussão é o estabelecimento de uma parceria entre instituições de ensino do governo federal para ampliar a oferta de oportunidades educacionais, adicionais e não supressivas aos estudantes surdos e cegos, de modo que esses alunos, matriculados no Colégio Pedro II, possam receber apoio dos institutos, e alunos dos institutos possam efetivar, se quiserem, uma segunda matrícula no Colégio Pedro II”, destacou, em nota, o Ministério da Educação.

    O Ines, com sede nas Laranjeiras, e o IBC, localizado na Urca, ambos na Zona Sul do Rio, foram fundados nos tempos do Império e, com mais de 150 anos de história, viraram referência no atendimento e na educação de pessoas com deficiência auditiva, no caso do Ines, e de visão, no caso IBC. O Colégio Pedro II já atende, no ensino médio, os alunos cegos que estudaram no IBC durante o ensino fundamental, mas tem pouca experiência no atendimento a surdos. As três instituições trabalharão juntas em 2011 para estabelecer quais serão as necessidades de adaptação.

    As entidades vão apresentar ao MEC um plano de trabalho neste ano para início de execução em 2012. Os dois institutos podem oferecer graduandos de cursos de licenciatura para trabalhar com a língua brasileira de sinais (libras) e com braile no Pedro II. Esses graduandos, segundo Haddad, receberão do MEC bolsas de iniciação científica para desenvolver essas atividades.

    Segundo o ministério, o número de estudantes com deficiência matriculados em escolas públicas cresceu 493% de 2000, quando eram 81.695 estudantes, para 2010, com 484.332 alunos.

(*) Com informações da Agência Brasil