Deficiência Auditiva, por: Maria Cristina da F. Redondo & Josefina Martins Carvalho.

09-11-2011 22:18

Deficiência Auditiva, por: Maria Cristina da F. Redondo & Josefina Martins Carvalho.

As causas da surdez

 

        Em muitos casos, o diagnóstico médico consegue identificar a causa mais provável da perda auditiva, mas nem sempre isso é possível. A ocorrência de gestações e partos com histórico complicado, bem como a manifestação de doenças maternas no período próximo ao nascimento da criança, podem inviabilizar a identificação dessa causa.

        Por isso mesmo, em cerca de 50 por cento dos casos, a origem da deficiência auditiva é atribuída a ‘causas desconhecidas’. Quando se consegue descobrir a causa, o mais freqüente é que ela se deva a doenças hereditárias, rubéola materna e meningite.

        O conhecimento da história de cada pessoa – época em que ocorreu a surdez e grau de prejuízo; tipo de atendimento reabilitacional recebido, oral ou oral com sinais/gestos; estimulação feita para a aquisição da linguagem; aproveitamento dos resíduos auditivos –, bem como o trabalho com a família, auxiliando-a a aprender a lidar com a diferença do filho, têm contribuído para que a pessoa com surdez ocupe seu lugar na sociedade.

 

Como evitar ou prevenir a perda auditiva?

• Todas as mulheres devem ser vacinadas contra a rubéola, que constitui uma das principais causas de surdez congênita em nosso País.

• A criança jamais deve tomar remédio sem receita médica; um antibiótico, por exemplo, pode conter aminoglicosídeo, substância que geralmente prejudica a audição de forma irreversível. (Corrêa, 1999).

 

Primeiras medidas

        Inicialmente, a linguagem oral não é a mais importante na comunicação de qualquer criança com sua família; o contato depende mais da sensibilidade, que se traduz em um toque, uma expressão de felicidade ou de tristeza. No caso da deficiência auditiva, os pais não devem se desesperar, mas sim aprender como participar da educação de sua criança. O futuro dela vai depender muito da atuação deles, em parceria com profissionais como fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.

        Existe uma diferença significativa no desenvolvimento da linguagem e da comunicação de crianças que sofrem perda auditiva antes dos 2 anos de idade, em comparação com as que ficam surdas após ter adquirido a linguagem (por exemplo, no caso de surdez causada por meningite, depois dos 4 anos de idade). As maiores já tiveram a oportunidade de estruturar a memória auditiva e um sistema lingüístico próprio. Saber em que momento se instalou a surdez é fundamental para planejar as necessidades de estimulação da criança, seja qual for a idade. Mas também são necessárias outras informações, tais como:

 

• se a surdez se instalou antes ou depois do nascimento,

ou durante o parto;

• se foi detectada nos primeiros anos de vida, e

em que fase isso aconteceu;

• qual o grau da perda auditiva – leve, moderada,

severa ou profunda;

• se a criança recebeu atendimento especializado

(e foi indicada a utilização de aparelho de amplificação

sonora individual);

• como a audição foi estimulada, desde o início;

• qual a reação da família e que tipo de assistência

ela recebeu;

• se a surdez está ou não associada a outra deficiência, ou a problemas de saúde.

       

        Há mais de uma forma de fazer a avaliação audiológica, para constatar se houve perda de audição. E os graus de perda também variam bastante. Há pessoas que escutam muito pouco, sendo incapazes de ouvir um avião passando; outras conseguem ouvir a voz humana, mas não chegam a discriminar o que está sendo dito.

        Quando a criança é bem pequena, se realiza o diagnóstico objetivo, como o Bera (Brain Stam Evocated Response: respostas evocadas do tronco cerebral). Esse teste permite avaliar a perda de audição por via auditiva; as respostas são dadas em decibéis (medida de som, cujo símbolo é dB).

        Já a criança maior pode cooperar e, nesse caso, é feito o exame audiométrico, que identifica seu nível mínimo de audição.        

        Esse exame permite avaliar a audição das diferentes freqüências de tons puros – do grave ao agudo –, com especial atenção para a ‘zona da palavra’, que fica nas freqüências de 500 a 4 mil hertz (Hz).  Com base no trabalho de Roeser & Downs, Martinez (2000) propõe a seguinte classificação dos limiares de audição:

 

Normal              Audiograma com dentro do padrão da normalidade    0 a 25 dB

Leve                  Audiograma com alterações leves                                      30 a 40 dB

Moderado        Audiograma com alterações moderadas                          45 a 70 dB

Severo              Audiograma com alterações severas                                75 a 95 dB

Profundo          Audiograma com alterações profundas                           maior que 95 dB

 

 

Fonte: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Tema: Deficiência Auditiva, por: Maria Cristina da F. Redondo & Josefina Martins Carvalho.