*CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E A ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL*

14-05-2013 21:55

 

*CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E A ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL*

 


      Esta semana ao ler um texto indicado na interdisciplina de linguagem e Educação, que tratava sobre as práticas de leitura, escrita e oralidade na educação infantil, sob o título de: Consciência Fonológica: o que é, para que serve e qual sua relação com o aprendizado da leitura e da escrita?, bem como um relato de uma professora, que o chamou de: Documentos de classe (CUQUERELLA, 1990) com crianças de 4 anos, causou-me estranheza, pois denota uma visão bem diferente do trabalho que realizamos na rede de ensino ao qual pertenço. Já que a ênfase que se dá, com crianças nesta faixa etária, é quanto a oralidade e não especificamente quanto a escrita. 
Mas analisando o texto sobre consciência fonológica, se percebe clareamente que não existe um consenso sobre se esta vir antes ou depois da aquisição da escrita. Também podemos ver que algumas atividades favorecem muito o desenvolvimento da mesma, como a música, poesias, parlendas, entre outras. E a a professora Lílian Nascimento, fonoaudióloga e doutoranda em Educação pela Unicamp, vai mais além, ao dizer que “...mais do que cantar, ouvir ou recitar, é preciso chamar a atenção da criança para os sons das sílabas, rimas ou repetição de     fonemas”. 
     Penso que seja ai que se estabelece o grande nó na educação infantil, pois hoje algumas Propostas Pedagógicas enfocam seu trabalho preferencialmente na parte oral, o que certemente é a bade para se entrar no mundo da escrita, pois entendem que nesta etapa o lúdico deve prevalecer, e os planejamentos devem conter atividades que visem o letramento, sem fixar-se na alfabetização propriamente dita, já que terão um logo caminho ainda a trilhar no Ensino Fundamental. Entretanto outras, desenvolvem um trabalho bem pontual dentro de uma linha de alfabetização. 
       O segundo texto, fala de práticas de leitura e oralidade, com crianças de 4 anos. Este, como já havia mencionado, nos tras uma perspectiva diferente da habitualmente trabalhada na educação infantil, na rede de ensino a qual faço parte. Confeço que me surpreendi quanto ao planejamento ousado realizado pela professora para a faixa etária, mas ao mesmo tempo achei muito interessante as proposições realizadas e seus resultados. É possível perceber o enfoque que é dado para a aprendizagem da lingua escrita a partir das diferentes atividades, escrita a partir de imagens, de textos, cartão postal, etc. Todas elas, absolutamente desafiadoras para as crianças, buscando despertar o interesse pela apren¬dizagem da língua escrita. 
Assim, é possivel perceber a existência de diferentes pressupostos quanto a questão da alfabetização na Educação Infantil. 
        A meu ver é de suma importância familiarizar a crianças com o mundo das letras e dos textos, uma vez que muitas crianças dependem do espaço escolar para terem contato com a escrita, já que seu ambiente familiar é pobre destes recursos. Para isto, utiliza-se brincadeiras com o som das palavras, o reconhecimento de semelhanças e diferenças, o manuseio de diferentes portadores de textos, sendo o papel do professor importantíssimo, pois em alguns momentos este servirá de locutor e em outros, de escriba, ou seja, lendo e escrevendo as produções das crianças. Mas contudo, penso que devemos ter cuidado para não adentrar demasiado neste terreno, pois devemos respeitar primeiramente o interesse das crianças, e não deixar o lúdico em segundo plano, e com isto deixar de lado todo um trabalho que visa o desenvolvimento integral da criança e a construção da autonomia infantil, o que penso ser um pressuposto básico para que esta venha a passar por todos os outros níveis de ensino, não só a educação básica, como um sujeito consciente de sua cidadania e responsável por sua ação no mundo.