Cartas do leitor enviada a FENEIS

09-11-2011 22:13

Cartas do leitor enviada a FENEIS

 

Literatura sobre surdez

           

        Meu nome é Edith Siquerira. Sou acadêmica do curso de Serviço Social da Universidade Nilton Lins em Manaus - AM, sou finalista 2007, e venho por meio deste pedir sua colaboração, pois estou tentando fazer minha monografia. Porém, não tenho conhecimento suficiente de literatura que fale sobre essetema, tais como a História do surgimento da Língua, autores de referência, Jornal, revistas, políticas destinadas a essa categoria, entre outros. Fiz o curso básico de Libras na Feneis/AM, e fiquei apaixonada por essa Língua. Na empresa que eu trabalho tem um deficiente auditivo atuando em um setor onde ninguém sabe Libras. Apenas eu consigo me comunicar com ele. Futuramente, quando me formar em assistente social, pretendo trabalhar e intervir de forma positiva nessa realidade Social. Edith Siqueira - AM

 

Resposta - FENEIS

 

        Encaminhamos sua solicitação para o setor responsável. Ele deverá estar encaminhando as informações que você precisa. No entanto, podemos adiantar que as Revistas da Feneis são excelentes fontes de pesquisas, e freqüentemente abordam

temas que podem interessar. Caso precise de edições anteriores, poderemos enviar.

 

Surdos na Universidade

 

        Faço parte de um grupo de pesquisa da Universidade de Caxias do Sul que tem como enfoque a surdez. Estamos desenvolvendo uma pesquisa a respeito da inserção do surdo na universidade. Preciso das seguintes informações: Número de surdos que estão no ensino superior no Brasil, número de escolas especiais de surdos que existem no Brasil.

Janaína Lazzarotto – janasimioni@yahoo.com

 

FENEIS RESPONDE

 

        Em oito anos, o número de alunos surdos matriculados nas escolas de ensino básico cresceu 61%. O índice representa 27 mil estudantes surdos a mais em 2006, em relação a 1998. Há no ensino básico, tanto público quanto privado, cerca de 69 mil alunos com deficiência auditiva matriculados. Já nas instituições de ensino superior, são apenas 974.

        Este salto no número de surdos matriculados no ensino básico a partir de 2000 é atribuído à edição de uma legislação que trata da acessibilidade de pessoas com deficiência. A partir de 2004, entraram quatro mil alunos a mais nas escolas a cada ano. Isso mostra que as escolas estão se adequando às necessidades de todos os alunos. Para compreender a importância do assunto é preciso levar em consideração os dados da realidade brasileira.

        Segundo o Censo 2000 (IBGE), há no país 5.750.809 pessoas com problemas relacionados à surdez, sendo que 519.460 na faixa de 0 a 17 anos, e 276.884 na faixa de 18 a 24 anos. Estudos do UNICEF indicam que 55% das crianças e adolescentes surdos são pobres, e que a taxa de analfabetismo entre crianças e adolescentes surdos (7 a 14anos) é de 28,2%. Em 2004, segundo o Censo Escolar MEC/INEP, havia 62.325 alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados na Educação Básica, e desses, somente 2.791 no Ensino Médio: ou seja, apenas 3,6 % dos jovens surdos brasileiros que ingressam no sistema educacional conseguem chegar ao final da Educação Básica.

        Os dados do Censo da Educação Superior de 2003 MEC/INEP indicam que havia aproximadamente 600 alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados em Instituições de Ensino Superior no Brasil. As causas do reduzido número de alunos e a evasão escolar refletida nos dados estatísticos são indicativos de problemas socioeconômicos, de vulnerabilidade social e de barreiras na comunicação entre professores e alunos surdos e entre os colegas.

(Colaborou: Celes/RJ)